És uma pessoa inspiradora?

Um destes dias alguém me dizia que gostava de pessoas inspiradoras e que eu era uma caixinha de surpresas…honestamente nunca pensei poder vir a ser fonte inspiradora de alguém. Olhando no meu redor nestes últimos anos em que me determinei a fazer a viagem do “self” vejo que afinal, não são só os “outros” que podem ser uma fonte de inspiração. Está dentro de nós todo o potencial necessário para criar essa energia, essa onda em que atrai as pessoas a nós.

O que é preciso para inspirar os outros?

Eu penso que não existe uma formula mágica. Creio que, todos nós procuramos a pessoa “modelo”, aquela pessoa que, aos nossos olhos, não tem fraquezas, não tem medos, que consegue conquistar tudo ao que se propõe, corajosa, determinada e cujos resultados saltam à vista. O modelo pode ser um artista, pode ser um escritor, um músico, um atleta, enfim, uma categoria infindável de possibilidades.

A viagem começa quando olhamos para dentro de nós, não só o aspecto físico e psicológico mas o que nos vai na alma, lá dentro, mesmo no fundo.

Para sermos fonte de inspiração para alguém, temos que nos sentir bem connosco, devemos-nos aceitar como somos e olhar em nosso redor. Este caminho para alguns poderá ser simples e para outros, nem por isso. O caminho da aceitação é uma longa jornada pelos caminhos mais inóspitos das nossas memórias e passado. Por vezes, podem remeter-nos para momentos menos bons da nossa infância, que até podemos ter dificuldade em recordar. Um reavivar da nossa juventude, quando éramos os heróis de qualquer história mas que a resiliência, rebelia ou até mesmo a indisciplina nos podem ter deixado cicatrizes que nunca vão desaparecer e que nos vão acompanhando no nosso percurso de vida.

Ser inspirador é ser inspirado por outros também.

Uma pessoa inspiradora não tem que ser perfeita. Para a pessoa que está no precipício, apenas aquele alguém que está ali, presente, que estende a mão para agarrar a tua.

Se hoje sou fonte de inspiração para alguém, significa que todo o trabalho, esforço e dedicação ao meu self, foi conseguido e que alguém também me inspirou para o conseguir.

Como posso mudar?

Eu percorri um longo caminho, com muita dedicação, trabalho e também numa busca constante do que me faz de facto feliz. Não é algo que se consegue de um dia para o outro. É uma forma de estar, um equilíbrio, uma atitude perante a vida e os obstáculos que vão aparecendo pelo caminho.

Quando nos consciencializamos que alguma coisa não está bem na nossa vida, há que parar para refletir.

Fazer uma avaliação do que se está a passar. Tal como um trabalho, um projeto. Porque não estou a conseguir alcançar o meu objectivo? Ou, nalguns casos, qual é o meu objectivo?

Não chega só olhar em redor. A pergunta mais importante é: qual é o meu objectivo de vida? Quero ser escritor? Quero ter uma família? Dedicar-me aos meus filhos? Ou quer tudo isso?

Que tenho feito eu para os conseguir? Preciso de uma formação, deveria concluir os estudos, preciso de ir mais ao ginásio?

Esta etapa serve para refletir sobre o que temos feito e o que queremos fazer para ter uma vida plena.

Faça uma lista das necessidades. Pesquise, investigue, faça um orçamento se for preciso e veja qual a melhor forma de melhorar os aspectos menos bons da sua vida. Nem tudo o que temos que fazer envolve um gasto económico. Há uma grande parte de melhoria pessoal que vem da nossa auto-disciplina de pensamento. Não é contrariar os pensamentos que nos ocorrem mas sim deixá-los fluir e encontrar soluções para os nossos problemas. A meditação é um bom ponto de partida.

Vamos por etapas

1º Passo: Definir um objectivo. 

Qual é o meu objectivo de vida? O que eu gosto de fazer? O que me faz feliz? O que gosto em mim? O que não gosto em mim? O que posso fazer para mudar?

Há uma frase que eu gosto muito de citar “procura um trabalho que gostes para não trabalhares um único dia da tua vida”.

Quando fazemos algo que gostamos o tempo passa a uma velocidade estonteante e pode ser muito prazeroso. Procure saber o que gosta de fazer, o que o faz feliz e, se possível, dedique algum tempo a isso.

Há alguém que o inspire? Procure saber mais sobre essas pessoas. O que elas fazem, qual foi o seu percurso? O que as motivou? Que dificuldades tiveram? O que fizeram para conseguirem?

2º Passo: Balanço do estado atual.

O que se passa na minha vida atualmente que não gosto? O que gostaria de mudar?

Faça uma lista das coisas que quer mudar e comece a trabalhar nelas.

Por exemplo, se acha que tem peso a mais, procure o seu médico que o (a) ajudará com soluções. Conseguir vencer vem sempre de si e não dos outros.

3º Passo: Cuidar de “mim”. 

Procurar uma alimentação adequada, saudável, rica em legumes e frutas e muita água. Um corpo bem tratado fará o cérebro funcionar melhor, mais produtivo e menos susceptível a pensamentos negativos e doenças.

Fazer exercício físico, nem que seja uma caminhada todos os dias durante 20 minutos.

Cuidar da sua imagem. Quando nos sentimos bem vestidos também nos sentimos mais confiantes. Arranjar o cabelo, ter um aspecto cuidado. Quando cuidamos de nós transmitimos confiança aos outros.

Note que os resultados de uma alimentação saudável e atividade física não são visíveis por se fazerem por um dia ou dois. É preciso compreender que é na continuação que se alcançam resultados. Adoptar estes comportamentos como um estilo de vida equilibrado, ajudará a alcançar resultados.

4º Passo: Contrarie os pensamento negativos.

Nada se concretiza com pensamentos negativos.

Há que ter uma perspectiva da vida realista mas sempre com optimismo.

«Eu consigo alcançar os meus objectivos se me concentrar nele». Não devemos desistir perante a primeira dificuldade. A vida é feita de desafios e é por eles que aprendemos e caminhamos passo a passo. Cada etapa conseguida é um desafio superado. Não desanime, se um dia não correr bem, haverá seguramente um dia que há de correr.

Se por um caminho não dá, haverá outro.

5º Passo: Ajudar os outros.

É também a ajudar os outros que nos ajudamos a nós próprios. Quando temos uma atitude mais altruísta acabamos por estar mais focados em conseguir que o outro atinja o seu objetivo, o que nos faz sentir bem e concretizados. Isso vai contribuir para uma melhor auto-estima.

Grande parte das pessoas que nos inspiram são pessoas que dedicaram a sua vida aos outros. São normalmente pessoas que que deram atenção ao próximo e às suas necessidades, trabalhando para as ajudar.

6º Passo: Faça uma lista das coisas que gosta.

Algo muito importante para crescermos interiormente é termos um passatempo.

Hoje em dia estamos tão absorvidos pelo dia-a-dia, os filhos, a casa, os compromissos de trabalho, que descoramos algo tão importante como dedicar um tempo para nós.

Se acha que não consegue despender algum tempo para si próprio(a), peça ajuda a que lhe está mais próximo para algumas atividades. Basta 20 minutos por dia e verá que a sua vida começa a mudar. Faça uma lista das coisas que gostava de poder fazer.

7º Passo:  Definir uma estratégia. 

«Se o meu objectivo é ser escritor, então talvez deva avaliar a possibilidade de fazer uma formação em escrita criativa, ou fazer um  blogue onde o meu trabalho possa ser divulgado.» Veja as necessidades  de formação que possa necessitar para o seu desenvolvimento pessoal.

«Quero estar em forma!». Pois bem, se o seu objectivo é estar em forma vamos por esse corpo a mexer! Se o seu orçamento não lhe permite inscrever num ginásio, então calce uns ténis e vá dar uma corrida no seu bairro.

8º Passo: Nunca desista!

Fundamental é auto disciplina. Mesmo que se sinta cansado, descanse mas não desista.

É a partir da dedicação, determinação, confiança e motivação que se consegue alcançar algo. Apaixone-se pelos seus projetos!

Quando tudo lhe parecer difícil, pense que para muitos, que hoje podem ser a sua inspiração, também tiveram dificuldades pelo seu caminho e conseguiram superar!

Se quer algo, trabalhe para o conseguir!

Lembre-se que para ser inspirador é importante cultivar bons valores morais, ser integro, transparente, fiel aos seus ideais.

Normalmente uma pessoa inspiradora, é aquela que não se desvia dos seus princípios e sobre quem não se põe em causa a sua integridade.

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