Ensaios1 – Perdida

Estava eu, sentada, de frente para ti. Respondias ao que te perguntava e de repente perdi-me.

Perdi-me algures entre o teu dedo a percorrer o teu lábio enquanto falas comigo e o desejo.

Ouviste o que te disse? Perguntavas tu.

Não, perdi-me quando fui à lua contigo algures na mesa que nos separa ou quando te empurrei contra àquela porta para te beijar fervorosamente e encostar o meu corpo contra o teu. Quando me agarraste com as tuas mãos suadas de paixão e desejo e me puxaste a ti, beijando-me intensamente como se o mundo fosse acabar …

Mas nada aconteceu, foi apenas entre o meu olhar e o teu. Tu não te apercebeste de nada nem eu.

Sim, claro que ouvi, podes só repetir aquela parte?

Enquanto repetes, foge-me o olhar outra vez nos teus lábios e começo a imaginar os meus nos teus, quentes de paixão, subindo e descendo o teu pescoço, aquecendo as minhas mãos em cada escama da tua pele… mas tu não estás..tu não estás nem ai…

Olhas para mim como se de um sofá se tratasse, ser mulher ou não, ser irmã, avó, cunhada ou tia era igual.

Para ti, a paixão está nas letras dos livros que lês, no cântico dos pássaros lá fora, na poesia do conhecimento humano como se fosses um vulcano e dominasses as tuas emoções.

Bebemos o café e sais, fico eu, olhando pela janela o mundo de gente e pensar porquê eu?

Blogguer das 5 as 7.

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