Deambulações em Lisboa

Wanderings in Lisbon

Percurso do silêncio, numa sede e sono que me consomem a consciência. Esplanadas cheias de gente, pombos que atrapalham os passos, semáforos que acendem e apagam, aguardar entre os espaços dos carros para atravessar para o outro lado. Talvez uma cola zero ou um chá verde?

Será um percurso da pesquisa do silêncio, do verde, do amarelo, das pessoas, dos caminhos? Será o chão que piso, ou simplesmente não pensar em nada. Entro no café e peço chá verde. Não tenho, respondeu do outro lado do balcão. Bem, penso eu, ou sou devorada pelo sono ou o sono há-de me consumir. Cafeína sem café, não tenho muitas alternativas. OK, dê-me um sumol de ananás, sempre tem borbulhinhas. Num cigarro, dou mais uns passos prosseguindo o meu percurso. Observo o que me rodeia, olho para o relógio para não me perder no tempo.

Ao longe, um casal estranho atravessa o meu olhar, mulher alta de cabelos longos rosa shock num trage gótico acompanhada pelo seu namorado vampiro com cara pintada de nívea que só faltava ver o sangue a escorrer da boca. Uma criança que brinca aos guerreiros celestes só que em vez de uma espada de lazer era uma arma contra a chuva, termina com a sua mãe chamando-o. O frenesim de quem passa, uns para as compras, outros para o hotel, aqueles que esperam o taxi para o aeroporto, malas e bagagens numa paragem desconhecida. O cheiro da noite agarrada na calçada desta Lisboa que tem sido a minha vida. Regresso ao meu ponto de partida, encerrando, atrás de mim a porta por onde comecei.

Path of silence, in a thirst and sleep that consume my conscience. Terraces full of people, pigeons that obstruct the steps, traffic lights that light and extinguish, waiting between the spaces of the cars to cross to the other side. Maybe a zero cola or a green tea?

Will it be a search for silence, green, yellow, people, and paths? It will be the floor, or just not think of anything. I go into the cafe and ask for green tea. I do not have any, he replied from the other side of the counter. Well, I think, or I’m devoured by sleep or sleep will consume me. Caffeine without coffee, I do not have many alternatives. Okay, give me a pineapple juice, it always has bubbles. I take a few more steps on a cigarette and continue my journey. I watch my surroundings, I look at the clock so I do not get lost in time.

In the distance, a strange couple crosses my gaze, tall woman with long pink hair chock in a gothic tract accompanied by her vampire boyfriend with a face painted with snowy (Nívea) that only needed to see the blood to flow from the mouth. A child who plays the celestial warriors only instead of a sword of lazer was a weapon against the rain, ends with his mother calling him. The passing frenzy, some for shopping, others for the hotel, those waiting for the taxi to the airport, luggage and luggage at an unknown stop. The smell of the night clinging to the sidewalk of this Lisbon that has been my life. I return to my starting point, closing the door behind me where I started.

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